domingo, 16 de setembro de 2012

Um infeliz solífugo


Um infeliz solífugo
Que Sobrevive entre quatro paredes
 Do seu labirinto numa sordidez sem limite
Ele comenta entre si
Nem se eu conhecesse a verdade
Não me prenderia a ela
Nem a favor da gentileza.

É dessa forma que vive e pensa
Dentro do seu labirinto
O infeliz sórdido.

Quando a noite cai ele comenta entre si
Tudo isto aqui me pertence e não são ilusões
Convivo com elas até quando
Me deito no meu leito
E sonho com elas.

Sonhando com elas no silencio do seu sono
O sórdido ouviu a voz da razão sussurrar
Ele deu um salto de alegria
E disse: tudo isto aqui é nada
E na me pertence
Nem a favor da avareza
De agora em diante sou uma pessoa livre
E feliz por ouvir
A voz da verdade.

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